Coronavírus: tudo que você precisa saber sobre a doença

Após mais de um ano desde o primeiro caso confirmado de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil, a situação ainda é delicada. O vírus causa a COVID-19, doença que pode desencadear a síndrome respiratória aguda e, em muitos casos, leva o paciente ao óbito.

Por isso, é essencial que os indivíduos não deixem de seguir as medidas e orientações de pesquisadores e profissionais da saúde. Continue a leitura para entender sobre a importância da responsabilidade coletiva para impedir que a doença avance ainda mais.

O avanço do coronavírus no Brasil

No Brasil, já foram confirmados mais de 11 milhões de casos, com 278.229 óbitos, de acordo com o informe do Ministério da Saúde (dados atualizados até o dia 15 de março de 2021). Além disso, o sistema de saúde está sobrecarregado, com alta ocupação dos leitos de UTI por pacientes contaminados pelo coronavírus.

Alguns estados brasileiros já anunciaram o colapso do sistema de saúde, e, por isso, estão anunciando novas medidas de segurança. São elas:

  • Fechamento do comércio e outros serviços não-essenciais;
  • Limite de público nas atividades essenciais;
  • Ensino público presencial suspenso;
  • Toque de recolher e proibição da circulação sem justificativa comprovada após às 22h.

Como o coronavírus é transmitido?

A transmissão do coronavírus acontece através de contato próximo com pessoas contaminadas, por meio de:

  • Espirro ou tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, como abraços ou apertos de mão;
  • Gotículas de saliva;
  • Superfícies ou objetos contaminados.

É importante ressaltar que, mesmo em casos assintomáticos, a quarentena é necessária, pois o indivíduo contaminado também pode transmitir a doença.

Sintomas da COVID-19

A COVID-19, doença causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2), pode apresentar diferentes quadros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos pacientes podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (com poucos sintomas). Entretanto, 20% dos casos podem apresentar dificuldades respiratórias, o que requer o atendimento hospitalar.

Os sintomas da doença podem variar entre resfriados, a Síndrome Gripal-SG e até uma pneumonia severa. Confira, a seguir, os sintomas mais comuns:

  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Febre alta;
  • Tosse seca ou com catarro;
  • Perda do olfato (anosmia);
  • Alteração no paladar (ageusia);
  • Dificuldades para respirar ou falta de ar;
  • Sensação de cansaço;
  • Diminuição do apetite;
  • Distúrbios gastrintestinais: vômitos, náuseas ou diarreia.

Medidas necessárias para evitar a contaminação

Para evitar que a situação se agrave cada vez mais, é necessário que cada indivíduo faça a sua parte e siga as recomendações dos pesquisadores e profissionais da saúde. Dessa maneira, é possível evitar a propagação do vírus. Confira:

Respeitar o distanciamento social

Em primeiro lugar, o isolamento social deve ser respeitado. Isso porque a transmissão do coronavírus ocorre por meio do contato com uma pessoa contaminada. Portanto, o distanciamento é extremamente importante para evitar a disseminação do vírus.

Além disso, indivíduos contaminados devem respeitar o período de quarentena estabelecido pelos profissionais, mesmo em casos assintomáticos. Em casos de contato com uma pessoa doente, consulte um médico e não deixe de realizar o teste para saber se foi infectado e seguir as medidas necessárias.

Uso de máscaras PFF2 ou N95

Cada vez mais, os cientistas recomendam a troca da máscara de pano por uma padrão PFF2 ou N95. Isso porque esses modelos garantem maior proteção contra o coronavírus. Para ajudar a população a entender melhor sobre o assunto, pesquisadores criaram o perfil “Qual Máscara?” no Instagram. Confira, a seguir, informações importantes sobre os modelos N95 e PFF2:

  • O material dessas máscaras cobre o nariz, a boca e o queixo;
  • São máscaras com boa vedação e boa filtragem;
  • Os modelos N95 e PFF2 não podem ser lavados em hipótese alguma. A máscara deve ser deixada em um lugar arejado por no mínimo 48 horas, para que o vírus seja inativado. Assim, pode ser utilizada novamente;
  • Podem ser armazenadas em uma bolsa ou sacola após o período de ventilação.

Além disso, os pesquisadores afirmam que as máscaras de tecido devem ser descartadas após em média 30 lavagens.

Higienização frequente

As medidas de higienização são indispensáveis para a proteção contra o coronavírus. Confira:

  • Lave as mãos frequentemente até a altura dos punhos, utilizando água e sabão;
  • Faça a higienização com álcool em gel 70% sempre que puder;
  • Mantenha o ambiente sempre limpo e ventilado;
  • Higienize o celular e outros objetos utilizados com frequência.

Não utilizar medicamentos sem prescrição médica

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, diversos medicamentos foram testados para o tratamento da doença. No entanto, poucos se mostraram eficazes. A cloroquina, azitromicina e ivermectina, por exemplo, foram medicamentos muito utilizados por pacientes infectados, apesar de diversos estudos clínicos comprovarem a sua ineficácia na prevenção e no tratamento da COVID-19.

Além disso, o ato de se automedicar pode causar diferentes quadros de interações medicamentosas, provocando reações adversas que podem ser prejudiciais para a saúde do indivíduo. Pacientes internados que se trataram com a cloroquina, por exemplo, apresentaram alterações nas enzimas do fígado e nenhuma melhora no quadro.

Por isso, em casos de sintomas, não hesite em consultar um profissional da saúde para que a doença seja tratada de forma adequada.

Vacinar-se quando chegar a sua vez

A imunização através da vacina é essencial para evitar a circulação do vírus e novos casos graves. O Ministério da Saúde divulgou o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, estabelecendo as estratégias para a vacinação tendo início pelos grupos prioritários.

Além disso, é importante ressaltar que, mesmo após a vacinação, os cuidados são indispensáveis. Isso porque algumas vacinas (como a CoronaVac e a AstraZeneca) são realizadas através de duas dosagens, e levam tempo para fazer o efeito adequado no organismo.

Quanto maior o número de indivíduos vacinados, será possível atingir a imunização coletiva, popularmente conhecida como “imunidade de rebanho”. Isso significa uma diminuição no índice de circulação do vírus e de pessoas infectadas. Por isso, é importante que todos sejam vacinados, assim que for possível.

Telemedicina para consultas de rotina

Com a superlotação dos hospitais devido ao aumento dos casos, a teleconsulta torna-se uma alternativa para atendimentos menos urgentes. As consultas de rotina, por exemplo, podem ser realizadas através da telemedicina, pois é possível enviar pedidos de exames e prescrições ao paciente.

Além disso, a consulta online pode evitar idas desnecessárias ao hospital, diminuindo o fluxo de pessoas no local. Isso pode diminuir o índice de contaminações pelo coronavírus, já que muitos pacientes com sintomas da doença acabam procurando o atendimento médico nos hospitais.

O que fazer se for infectado pelo novo coronavírus?

Em casos de sintomas compatíveis com a COVID, procure imediatamente os postos de triagem nas unidades de saúde da sua região. Não inicie nenhum tratamento sem indicação médica, siga todas as orientações do profissional. Além disso, é importante seguir algumas medidas para evitar a contaminação de outras pessoas que vivem na mesma casa:

  • Use máscara o tempo todo;
  • Separe utensílios como garfos, facas, colheres e copos apenas para o seu uso;
  • Separe e descarte o lixo que você produzir;
  • Evite compartilhar sofás, camas e cadeiras;
  • Realize a limpeza e desinfecção frequente, utilizando água sanitária, álcool 70% ou outro produto com eficácia comprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa;
  • Mantenha-se isolado dos demais moradores da casa, sempre com distância mínima de 1 metro;
  • Mantenha o ambiente com as janelas abertas para a circulação do ar;
  • Em caso de diagnóstico positivo, todos os moradores da casa devem ficar em isolamento.

Lembre-se: a responsabilidade para evitar o contágio pelo coronavírus é coletiva. Portanto, faça a sua parte, evite aglomerações e, se puder, fique em casa.

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