Medicina de emergência: quais são os desafios?

Desde 2016, a Medicina de Emergência é considerada uma especialidade médica no Brasil, de acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina). Trata-se de um profissional capacitado para realizar o diagnóstico e os cuidados com pacientes em situações graves, que precisam de atendimento imediato.

A Medicina de Emergência engloba conhecimentos de lesões, traumas e doenças agudas, assim como práticas de atendimento pré-hospitalar e atendimentos no pronto socorro. Continue a leitura e saiba mais sobre a especialidade!

O que é Medicina de Emergência?

A Medicina de Emergência envolve o atendimento em situações que podem representar riscos imediatos à vida do paciente. Por isso, passou a ser considerada uma especialidade médica pelo CFM.

Para obter o título de especialista em Medicina de Emergência, os profissionais graduados em Medicina devem passar pela residência médica na área, que possui 3 anos de duração. Outra possibilidade é a pós-graduação lato sensu. No caso desta, é necessário obter a aprovação na prova de títulos após a conclusão do curso para atuar como médico emergencista. Após o reconhecimento da especialidade pelo MEC, foi criada a Abramede (Associação Brasileira de Medicina de Emergência).

O reconhecimento da Medicina de Emergência como especialidade mostra a importância de um atendimento adequado em casos onde a atenção imediata é necessária. Isso porque o tratamento correto pode impedir que o quadro de saúde se agrave, prevenindo sequelas e reduzindo os índices de óbitos.

O médico emergencista fica encarregado do atendimento imediato a pacientes que não possuem diagnóstico prévio. Alguns casos apresentam maior complexidade, exigindo o preparo técnico e científico para lidar com todo o tipo de situação.

Atuação do médico emergencista

Durante os 3 anos da residência médica, o profissional obtém treinamento em locais como:

  • Serviços de atendimento móvel de urgência;
  • Serviços de atendimento pré-hospitalar;
  • Unidade de Terapia Intensiva (UTI);
  • Anestesiologia;
  • Serviços de Emergência de baixa ou alta complexidade;
  • Unidades de Pronto Atendimento;
  • Atendimento ao Trauma;
  • Unidade de Queimados.

Durante tais atendimentos, os médicos irão adquirir competências para lidar com as mais diversas situações de urgência e emergência. São elas:

  • Capacidade de diagnosticar afecções agudas dos pacientes, seguindo os protocolos adequados em cada caso;
  • Drenagem torácica;
  • Toracocentese, Pericardiocentese e Paracentese;
  • Suporte Ventilatório;
  • Acesso Vascular;
  • Intubação traqueal;
  • Cricotireoidostomia;
  • Bloqueios anestésicos;
  • Suturas para ferimentos superficiais;
  • Identificar e diagnosticar alterações e doenças em exames de imagem;
  • Instalação de Marcapasso Transitório.

Portanto, é uma área que apresenta diversos desafios, exigindo também o preparo emocional do profissional para lidar com situações que precisam de uma atuação rápida. A Medicina de Emergência está presente em todos os âmbitos da saúde, sendo essencial para prevenir casos mais graves.

A especialidade se mostrou ainda mais essencial durante a pandemia do novo coronavírus. Isso porque alguns casos apresentavam alta complexidade, exigindo ação imediata. O emergencista é o profissional plenamente capacitado para determinar as ações necessárias em cada caso.

Levando em consideração que os primeiros atendimentos são cruciais para a sobrevivência das vítimas de acidentes e traumas, a W3.Care desenvolveu o TeleCare APH. O TeleCare APH é uma plataforma digital móvel feita para os profissionais de saúde que vivenciam situações de urgências e emergências. Saiba mais sobre a nossa solução.

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